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[11/03/2010]
Vice será escolhido com cautela, aponta Yeda
11/03/2010 | Jornal do Comércio | Política | p. 20
Em entrevista coletiva que antecedeu a reunião-almoço na Federasul à governadora Yeda Crusius (PSDB) fez projeções sobre a campanha eleitoral deste ano, em que concorre à reeleição.
À vontade para comentar a organização do PSDB para o pleito, Yeda afirmou que deseja construir sua candidatura com outros partidos e que a sigla está "conversando muito" para definir o candidato a vice-governador. "A composição (da chapa) está sendo feita com amadurecimento", apontou.
Ela comparou com a escolha de Paulo Feijó (DEM) na campanha de 2006, que foi "feita de sopetão". Empresário, Feijó pretendia concorrer ao Senado naquele ano, representando o antigo PFL (DEM) na coligação com o PSDB.
Yeda chegou a anunciar o deputado estadual Mauro Sparta (PSDB) como seu possível candidato a vice em julho do mesmo ano. Mas a adesão do PPS à candidatura tucana - após renúncia do deputado federal Nelson Proença (PPS) que concorreria ao Piratini, o partido indicou Mario Bernd ao Senado - fez com que, às pressas, o DEM tivesse de ser reposicionado para a vaga do vice na chapa.
Durante a campanha, os atritos entre a governadora e Feijó começaram, e se acirraram antes mesmo da posse, quando o ex-presidente da Federasul fez oposição ao projeto de aumento de impostos do Executivo.
As diferenças continuaram no primeiro ano de governo, e a crise chegou ao auge em 2008, quando o democrata foi o pivô da saída do ex-chefe da Casa Civil Cézar Busatto após divulgar uma gravação em que o secretário afirmava que as estatais financiam os partidos.
No ano passado, a governadora chegou a evitar viagens ao exterior para não deixar o governo nas mãos de Feijó. Apesar das cutucadas ao vice-governador, Yeda mostrou bom humor ao comentar as críticas ao governo. "As notícias ruins cessaram porque não havia provas contra a governadora e isso fez com que eu pudesse voltar a ter alegria", justificou.
Respondendo ao que classificou genericamente de "denúncias ao governo", disse que "as pessoas perceberam a injustiça com a governadora". "O meu silêncio era contra o barulho da oposição radical", interpretou.
Yeda projeta que sua candidatura de reeleição irá apresentar um aumento gradual nas consultas de intenção de voto. "O governo está mostrando indicadores positivos, e as pesquisas vão mostrar esses avanços", argumentou.
Ela entende que esse tipo de indicativo refleti "dados do momento" e não pode ser considerado para o pleito. "As pesquisas estão mostrando que o momento não foi fácil", minimizou.
Ela atribui seu mau desempenho nos levantamentos como o público às notícias e denúncias contra o Executivo. "O índice de rejeição de 2009 nunca tinha sido alcançado. A população olhava para a e pensava: não quero mais ver essa mulher e essas denúncias" analisou.
Ela sustentai que os percentuais de rejeição a seu nome também são resultantes das denúncias que pontuaram o governo. "As últimas pesquisas foram a resposta para esses dois anos de denúncias", teorizou.
Repetindo o discurso feito no lançamento da pré-candidatura de reeleição, Yeda destacou méritos da gestão tucana. Em tom de campanha, ela defendeu "os avanços e a nova forma de investir do governo".
"A cultura de gestão está entranhando no setor público", avaliou. Para a governadora, "os avanços obtidos no Rio Grande do Sul são maiores do que em outros estados" e estão sendo observados pela população. "O Interior está vendo as obras e sente a melhora na qualidade dos serviços. A população está vendo o governo", apontou.

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